LUME Laboratório para os Media Inesperados

DESCRIÇÃO
[LUME] visa a recalibragem da mídia contemporânea e tradicional para o bem comum. Decorre da evidência de que o desenvolvimento tecnológico requer uma interpretação crítica, bem como uma implementação e regulação conscientes. O grupo propõe, assim, a decifração de paradoxos e perplexidades da mídia, bem como a capacitação de cidadãos frente aos desafios da cultura contemporânea.
No passado, o grupo tem:
– contribuiu com uma série de “laboratórios de cidadãos” (transferência de conhecimento entre a academia e os setores sociais);
– forneceu insights das Ciências Humanas e Sociais [HSS] para os Consórcios de Saúde Digital regionais;
– apoiou uma capacitação recíproca entre os setores tradicionais da indústria e as comunidades de trabalhadores em dificuldade;
– Desenvolveu taxonomias e reinscrições contemporâneas do patrimônio visual e da identidade.
A atividade futura focará na consolidação do conceito chave de “Etnografia da Tecnologia”. É crença do grupo que, como o desenvolvimento tecnológico está se mostrando cada vez mais autossuficiente, uma perspectiva do design de comunicação pode beneficiar todos os setores envolvidos, incluindo segmentos mais amplos do SSH. Outros conceitos-chave complementarão este lema, nomeadamente a literacia mediática e a dinâmica entre o património cultural e os media contemporâneos;
Além disso, o [LUME] seguirá as prioridades estratégicas mencionadas acima, ao mesmo tempo em que mantém em mente o panorama da mídia e da tecnologia em rápida mudança, bem como a natureza cambiante do tecido social – tudo isso impactando a natureza das ações do grupo.
KEYWORDS
Etnografia da Tecnologia
Herança cultural
Mídia Contemporânea
Alfabetização midiática
ESTRUTURA
O grupo é, em primeiro lugar e acima de tudo, orientado para Projectos e baseado em rede. Uma estrutura de governança pretende ser um meio de manter a continuidade científica e estratégica do que deve, em essência, ser um ponto de convergência para projetos de investigação que compartilhem um território comum de conhecimento e pesquisa.
Coordenador de grupo eleito pelo Comitê Científico, prazo renovável de dois anos;
Comitê Científico formado por todos os membros integrados;
Coordenadores de projeto emergem dos próprios projetos;
Reuniões plenárias com todos os membros do grupo (bi-anualmente).
Portanto, o principal elemento impulsionador do desenvolvimento do grupo será um fórum anual que reunirá pesquisadores, estudantes e agentes civis e empresariais externos em torno do tema dos desafios de natureza cívica, social e cultural dos media contemporâneos. Este será o catalisador principal, embora evidentemente não exclusivo, da incorporação social do conhecimento decorrente dos projetos em desenvolvimento pelo grupo de investigação.

Além disso, o grupo considera a implementação de uma “cultura de investigação” como uma das principais prioridades. Com isso em mente, uma coexistência diária num ambiente de laboratório que abre suas portas a investigadores, parceiros e alunos de doutoramento é um ingrediente essencial para o sucesso de um centro de investigação fértil.

Por fim, o grupo reconhece seu potencial para atuar como uma incubadora de projetos de investigação que podem, no devido tempo, tornar-se grupos de investigação autónomos.

STAFF
Investigadores doutorados integrados
Heitor Manuel Pereira Pinto da Cunha e Alvelos
Anselmo Neto Ferreira Canha
António Manuel Dias Costa Valente
Cláudia Raquel Marques Martins Lima
Cristina Maria da Silva Pinto Ferreira Fonseca
João Adriano Fernandes Rangel
Jorge Manuel Lopes Brandão Pereira
José Manuel da Silva Fernandes de Carvalho Carneiro
Julio Fernando Dolbeth e Costa Henriques da Silva
Nuno Duarte Martins
Pedro Alexandre Santos Carvalho de Almeida
Rui Paulo Vitorino dos Santos
Susana Cruz Barreto
Investigadores não-doutorados integrados
Ana Clara Nunes Roberti
António João Fernandes Lourenço Gomes
Celeste Maria Lourenço da Silva de Oliveira Pedro
César Octavio Lugo Elías
Fátima Silva São Simão
Helena Sofia Malheiro da Silveira da Silva
Isobel Taylor
Marta Nestor Pinheiro de Magalhães Pereira Rodrigues
Olga Glumac
Ricardo Manuel Coelho de Melo
Rui Miguel da Costa Monteiro
Sérgio Miguel Carvalho Januário
Outros investigadores
Abhishek Chatterjee
Ana Isabel da Silva Carvalho
Daniel da Cruz Brandão
Dula Maria Bento de Lima
Ece Canli
Jelena Savic
Maria Luiza Gomes do Valle e Vasconcellos
Pedro Augusto Moura Palha Bellesi
Rafael Klumb Arnoni
Ricardo Lafuente Monteiro
Sara Daniela Bento Botelho da Silva
OBJETIVOS
Um dos principais barômetros da contemporaneidade é a vertigem da tecnologia: subjetiva, ubíqua e infinitamente reconfigurável. Isso é facilmente testemunhado em meios participativos em face do seu conteúdo aparentemente ortodoxo e do determinismo de seu uso e funcionalidade.

O [LUME] propõe uma estreita cooperação entre a investigação dos media e a tecnologia. Este visa a calibração múltipla da vocação cívica dos media contemporâneos e tradicionais – particularmente em seu fluxo horizontal, acessível e de uma expectativa lúdica e onírica. Esta calibração é conduzida principalmente por etnografia e design, e pretende ser escalável e passível de extrapolação contextual. Os contextos de inquérito variam de ambientes urbanos, legados documentais, regeneração pós-industrial, desenvolvimentos online e artesanato histórico.

As evidências geopolíticas e geoeconómicas vem reforçando o dever de reconsiderar os modelos anteriores que regem o tecido sociocultural. Individual e coletiva, financeira e existencial, a emancipação pode ser realizada através do uso de funcionalidades dos media. Esta ampla hipótese pode ser testada, reconhecida, agregada e implementada – mantendo um olho crítico diante de desenvolvimentos recentes que revelam uma vocação potencialmente paradoxal (por exemplo: são os media sociais ainda e sempre “sociais”?).

O [LUME] propõe, assim, contribuir para o seguinte:

  • O decifrar dos paradoxos sociais, culturais e mitológicos contemporâneos;
  • A capacitação dos cidadãos em sua ambivalência relacional com a vertigem da cultura contemporânea;
  • A legitimação de múltiplos sistemas de valores e modelos de produção cultural;
  • A calibração dos media contemporâneos através de projetos que envolvem fatores de acessibilidade, horizontalidade, expectativa, geometria, narrativa, especulação, onirismo;
  • O escrutínio do fenômeno pelo qual o emprego atual da palavra e da imagem são mecanismos para a paralisia da ação;
  • A promoção do envolvimento tangível dos cidadãos no desenvolvimento de modelos sociais;
  • O escrutínio e a taxonomia do patrimônio analógico em face de sua ausência parcial e impossibilidade de tradução digital;
  • Uma harmonização contextual entre os aspectos axiomáticos do design e suas atualizações de paradigma atuais e imprevisíveis.
O grupo é, em primeiro lugar e acima de tudo, orientado para Projectos e baseado em rede. Uma estrutura de governança pretende ser um meio de manter a continuidade científica e estratégica do que deve, em essência, ser um ponto de convergência para projetos de investigação que compartilhem um território comum de conhecimento e pesquisa.
RESULTADOS
OBTIDOS
Projectos de investigação doutoral:

  • A Geometry of Regeneration.
  • Designrascar: Towards an Alternate Model of Design Philosophy.
  • Codesigning communication in dementia.
  • Design, Tradition and Craft: the case of Almalaguês.
  • Designing process and narrative with local agro-industrial byproducts.
  • Exploring Universal Structure to Design.
  • The Serendipitous Web: Mechanisms and Processes for Designing Online Serendipity.
  • “Arraial” Echoes: Possible Design contributions in the systematization, appreciation and communication of the cultural representations existing in the “Arraial do Pavulagem”, Belém.
  • De/Re-Construction of Gender Performativity through Self-Representation.
Lab
FUTUREPLACES
MEDIA AND CITIZENSHIP: AN ONGOING CHALLENGE
Curado por Heitor Alvelos e Karen Gustafson, o FUTUREPLACES tem abordado a dinâmica entre os novos media e o tecido sócio-cultural desde 2008. Uma diversidade de oficinas, projetos, palestras, eventos criativos e think-tanks desenvolveram-se numa ampla rede de ressonância simultaneamente local e internacional.

Desenvolvido no âmbito do Programa UTAustin-Portugal para os Media Digitais, o FUTUREPLACES serviu de ponto de encontro, incubadora, facilitador, vitrine e plataforma de lançamento para inúmeros empreendimentos criativos, incluindo o Museum of Ransom, the CCStop Musicians Collective, ±, Stories of Chairs, Creative Commons Portugal, Radio Manobras Futuras, Visible, Portugal Portefolio, Media and Perplexity, 333.

Entre a pesquisa criativa, o ativismo construtivo e o discurso trans-utópico, o FUTUREPLACES é e permanecerá livre – com a premissa de que todos os participantes encontram formas ativas de se envolver com o que chamamos de “fertilidade social”.

As novidades anteriores e os convidados ilustres incluíram Peter Sunde, Nancy Schiesari, Siva Vaidhyanathan, Jon Phillips, Golan Levin, Caroline Frick, Debbie Anzalone, Peter Principle, Jon Wozencroft, Blaine L. Reininger, Hiperbarrio Colombia, Jillian York, Hugh Forrest, David Trullo, GANA, Len Massey, Stephan Baumann, Elizabeth Stark, Negativland, Laura Malacart, Bruce Geduldig, Philip Dean, Andrew Poppy, Donato Ricci and Philip Marshall, entre muitos outros.

“Between Riot and Rave” (2012), um ensaio sobre a nossa missão, pode ser encontrado aqui.
Uma amostra dos nossos projetos está aqui.

site: http://futureplaces.org

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